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sábado, 3 de novembro de 2012

DESDENHANDO O AÇOITE

Arranhei-te o rosto,
Toquei-te as luzernas,
Beleza de skate
Este em tuas pernas.

Não sei por que fiz
Sei que fiz de amar
O teu traço e a graça
Do teu fraco esgar,

O retrato e o vinho
Do teu rosto-altar,
Onde reza missas
Úmido olhar,

Penso o curvo cálice
Que bem guardas lá,
Com suaves pálios...
Pudesse eu falar

Dos teus orifícios
De febre e prazer
Me inspiram fás
Dó re mi la ser

No poema em si
(Teu relevo em carne)
Pudesse eu dizer
Sem muito ausentar-me,

Pois me esqueço ao ver
Teu ser de oferendas
Como é bom pensar-te
As pudendas fendas
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