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terça-feira, 27 de novembro de 2012

O ARTISTA INFAME (OU FASCISTA)

POEMA REFEITO DE UMA QUINTA-FEIRA, 13 de setembro de 2012
O artista fascista é o reverso de si. Transforma em lenha o próprio feixe. Paquera a si mesmo.
O artista fascista não se comove com interesses puros.
Sua finalidade não é ir para além de si-mesmo.
Pois sempre quer permanecer. Traz a máscara aderente ao ser.
O artista fascista lê este texto crendo que não lhe diz respeito.
Por que o artista fascista é burro. Acha que não zurra.
Neste momento parece que vejo o artista fascista.
Vem montado no cavalo chamado Puxa-Saquismo.
Pronto desde o berço pra Ordem Unida do Saco.
Não reconhece o mérito acima do nível de seu cavalo.
Não está preparado para dar a face senão em proveito da sua alma incompleta. Novo velho no espírito de casta.
É grato ao déspota que lhe estendeu a mão à distância.
Neste momento eu vejo o brilho do artista fascista.
Passa por bom. Passa por isento. Passa por humilde.
Passa por injustiçado. Mas sua natureza é fixa.
Não entendeu a bondade de seus pais o artista fascista.
Disfarçado de abutre bica os órgãos internos dos novos prometeus.
Não olha mais o próprio espelho, cospe nas mãos e ali se enxerga.
Não está preparado para ser irmão senão da sombra que projeta.
Filho de Hitler não tolera que falem de Papai.
O artista fascista nasceu com deformação de ser.
O artista fascista não sabe dançar senão com o caráter.
Seu falo ou xota redemoinha no próprio rabo.
Seu desdém não se equipara a nenhum outro.
Só ele não percebe que infla.
Apesar de caber em todas as roupas.
De estar presente em todos os puros conselhos.
É como um policial mal intencionado. Um espião Pião.
Roda roda roda. E faz pose. O P(h)oder lhe atrai.
Notem como sorri! O seu sorriso é santo!
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