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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

TRIGO ANTIGO

Eu fiz este poema antigo
como suave missão.
Jorrou, como fosse trigo
de medieva plantação.

Senhora, sentido e fruto,
o tempo não joga dados,
esta tua barriguinha
ainda provoca fados.

Senhora, que ri pra vida,
num passado de varandas,
tens no não-querer poesia
a que meu querer ciranda.

Esse ar de Deusa Antiga,
ao vento, rouco veludo,
inspira, Senhora minha,
a Vida por quase tudo.

Quando ris, Senhora e Arcanjo,
pulando seio e risada,
me faz querer novos banjos
pra tocar-te sem parada.

E como não passo de
um poeta (in)consequente,
piso e furo o pé do verso,
gritando feito um demente.
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