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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

AMANHÃ

Diz a alma: amanhã é outro dia.

Outro começo. Outro fim de mundo.

Todos sabem, pelo menos a maioria.

Se perdermos o amanhã?

As perguntas são simples. Sempre serão simples.

O poema é simples porque pergunta.

O poeta a mesma coisa. Porque é o poema.

É simples porque tem a pele verbal inquieta.

Eu tenho uma pele que parece simples. Sangra seiva.

Foi com minha pele que defendi a indefensável morte.

Que professei religiões que justificavam meus culhões.

Que professei religiões que justificavam acima dos meus culhões.


É com a pele da mente que escrevo de mil formas.


Mente a alma. A alma me é ente. Mente?
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