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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

APAGUEM-NO (versão II)

O homem cai no mundo. Dão-lhe cuidados, leitinho, sopinha.
Limpam as suas frestas com lencinho umedecido, fraldinhas,
Em seguida, fazem-lhe festas, até planos lhe impõem.
Primeiro e Segundo e Terceiro e Quarto, etc. etc. todos sabem.
Bem depois, se presta, presta. Se não, não. Não sei.

Quer dizer: surge de um ventre, em corte.
Não é uma pasta (se não lhe passam de jeito).
Não dá pra fazer um Ser com ele quando não quer.
Às vezes, vira peixe em lata nas conduções e comícios.
Não é um quê coisificado (só quando o coisificam).

Ou melhor: nasce e cresce.
Outros tentam equiparar-se com bengalas de bambu.
Outros, sempre de quatro, só aguardam arreios.
Outros, na língua esperam outras línguas.
- Apaguem-no!, dizem quando decepciona.
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