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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CULTIVO DE TUA MORTE (reelaborado)


Quando o amado-ameba,
Medrado em ferro gusa,
Amarrou-te na sua pedra,
E percorreu-te as vias obtusas
Do fígado da alma.
Era a posse, era o desejo, embora
Entre esses dois gêmeos haja
A distância de um beijo.
Esse amado de ferro 
Deixou-te de quatro
E vibraste, pequena e verde,
Ao sentir os pelos do seu ventre.
Acostumaste à marra.
Pelo menos era omi
Como o teu primeiro pai...
Entre o omi e o hommmmm
Únculo há diferença?
Deixou-te de quatro
E juncou-te o medo
No espírito redondo.
Quando terás um HOMEM?
Um que queira uma MULHER?
Joaninha és ou grilinho?
Tua estatura é um engano.
Mereces esse homem com pegada,
Mereces a culpa que carregas,
Mereces esse teto em que te pregas,
O sapato que te esmaga,
As formigas que te transportam?
Não te queria o amor,
Queria ter-te nas unhas,
E, simpaticamente,
Tomou-te os órgãos.
Lambeu-te o seco quadril,
Cavando, vil, o (in)suficiente
No corpo de tua alma
Para a plantação dos dentes.
Assim os dedos do homúnculo
Doparam teus orifícios.
De alma em chamas,
Tua beleza a seu serviço,
Qual o tutano de teus ossos.
Último ato desse coveiro:
O cultivo de tua fossa
À beira de teu amor impróprio.
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