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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ANDAR MORTO (WALKING DEAD)

Penso na minha poesia

como se não existissem outras;

e eu nunca fui bom de morte

como sou de vedação da alma vazante;

sei fazer uns bons amigos, um bom café e

tenho um bom par de inimigos


(mentira)

que não sei onde estão,

talvez olhando aquele 


poema de amanhã

que lhes dá hoje


asco e afã;

Penso como se apenas a minha morte comovesse

ou estremecesse ou importasse


ao bóson lá na casa de Higgs.

Penso que tem de ser rápida a limpeza.

Que não quero deixar tripas espalhadas 


nem sangue em postas poças.

Feito zumbi de seriado americano.


Por prevenção, comprem um machado,

pois para um zumbi poético morrer 

tem de ser cortada a cabeça

do poema...(se tem pés

não pode ter cabeça?).

Um cão com jóias chamado Pacto

de mancha negra nos olhos 

começa a escrever 


a minha história sem sal.
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