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sábado, 1 de dezembro de 2012

PROCURA

Rios plenos e escuros
de tragédias e lixos
abrem os ouvidos
às árvores oblíquas
de deuses mortos, antigos.

Inadmissíveis teses
jorram ausências de vida.
José procura a filha,
entre cotonetes com algas,
nos ouvidos do deus
que sobrou na ressaca

da última guerra urbana.
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