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domingo, 6 de janeiro de 2013

INUNDAMOR

Olho a mulher na casa triste.
Começo a mirá-la pelos pés.
Como que tramando uma conquista,
Olha-me, calada, de viés.

Ela vem dos séculos feridos.
Fogem seus cabelos do retrato.
Suas mãos de mármore vacilam.
Na casa assombrada, poeira é mato.

Como é bela a moça dessa casa!
Tem nome de fada de outro século.
Quem fala seu nome ganha asas
De amor com gana nas moléculas!
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