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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

MEU SOLAU ENVERGONHADO

Com meus versos, nesta hora,
faço agora o bem perfeito
de louvar essa senhora
deste desenho imperfeito
de um livro da Idade Média,
usando o imaginário,
mas dando um real tempero.
Esta dama medieva
tem qualidades no peito
que quantos o sabem coram,
tudo nela é bem aceito,
bela é por dentro e por fora.
Direi a vós que não há
igual em beleza e chora
quem não consegue beijar
sua boquinha de amora.

Quando pousa a nosso lado
com seus olhos de bonina,
plenos de brilho, endeusados,
na frente de uma cortina...
Quando pousa no balcão
com seu jeito de sofrer,
tão triste, mas que contém
a beleza das estrelas...
Quando pousa, a sensação
é de mar esverdeado,
em tal iluminação,
que torna belos os peixes
e ao bom futuro inspira
com seus líquidos encantos.
Pode estar neste desenho,
Mas sinto perto o seu cheiro...

Ela mora em outro século,
tem guardas sérios, matreiros
gigantes e as camareiras
são feiticeiras eternas
que lhe põem logo dormente
com canções cheias de pétalas.
De magos tem uns trezentos
que quebrantam quantos olham
seu rosto fosforescente,
fonte de luz e beleza
que o tempo a si consente.
Encanta ela meu sonho
em danças medievais....
Ah, se eu tivesse bem mais...
Ah, se eu tivesse ousadia!
No seu século iria,
dar-lhe-ia bebidinhas,
feijoada e a minha febre
de amar sem ter medida,
dar-lhe-ia MP1000
notebook meu newlook
nanotecnologia
e a alma que está parada
na entrada e na saída
por ter visto a dama antiga.
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