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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

MITO ALQUÍMICO - PARA A PEÇA TEATRAL EXODO

O desespero no limite
A sempre iterritorial habilidade de sonhar
O navio invisível lembrando 
Quantas?

Chegar a algum lugar pretensão 
Num tempo de destruição de todos os lugares
Num tempo de destruição do ir e vir
Num tempo de destruição dos direitos cruciais
Num tempo de triunfo dos déspotas públicos esclarecidos
Num tempo de sem-tempo a não ser para desmontes do humano
A pergunta que se faz é se há um pão de teatro para comer em paz
Um pão de pintura pra se morder
Um pão de escultura um pão de música
Sem se tornar artista oficial
Sem a necessidade de comprar vaselina
Para que não doa o falo-imperialismo-econômico
Como buscar o transreal sem dor
O paraíso no mármore linóleo madeira acústica
Como estar seguro na fronteira entre o real e o ilusório
Como estar seguro fugindo de si mesmo
O neo-fascismo acena com as delícias
Querendo invadir os sonhos
As faces do anjo maquiadas por telas e telões
Na direção da terra prometida
O sangue escorrendo dos tubos do ser
A placenta do ator/atriz estourando ao desejo de sair
Há lugar disponível depois dos bastidores em naufrágio?
Há espaço seguro depois do antes?

Fazer permanente êxodo sem naufrágio?
Fazer persistente andar
Como fugir da ajuda púbica/pública?
Como sair dessa privada aquém?
Maia no navio braceja em diversos amigos
O Mito em seu poder alquímico
De tontas tantas
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