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segunda-feira, 1 de abril de 2013

ZELLUZINDO MACHADOS

Amou-o demais a vida. 
Por amá-lo bem a vida
mais a vida muito amou. 
Não fez com ela dívidas. 
Sempre à vida muito deu. 
Honrou tudo em seu tempo.
Sonhos? Sempre maiores que o tamanho do som.. 
Amigos teve. Conquistou-os pra todo o sempre. 
Como se deve fazer com os amigos por amor ao além da Amizade.
Um leão. Era um leão. Ou melhor, um mico-leão-dourado. 
Tinha ouro na sensibilidade de leão de Oz.
Ágil como um leopardo no estender a mão. 
Mas suave no carinho com seu som.
No palco, em vitalidade, seu corpo acordava sons dormentes.
A Arte era a coroa que desbastava 
com seu machado de eterna juventude. 
Seu jardim tinha flores de rock, 
maracatu, balada, rap
e muitas outras flores populares. 
Era tanta vida em seu ser 
que sua alma não cabia mais no corpo que rasgava. 
Por vezes, a carne cambaleava com a leveza farta do seu ser.
Um dia acordou. Na porta um ex-deus num furacão erguido. 
Talvez do Kansas ou de uma canção surgido. 
Empunhava uma guitarra. E o chamou pra farra.
Zelluziam dois chapelões caiçaras no alto da cerca.
Era o que bastava ao fauno-anjo Zéllus.
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