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quarta-feira, 15 de maio de 2013

ALMA SACUDIDA NA VIRILHA DE DEUS

Não havia mais tempo.
Os ponteiros fugiram.

Era necessário fechar.
Angela bateu as asas.

O deslizamento.
O som se arrastou.

Sem Bach. Sem
A nuvem clássica.

No céu os joelhos.
Na boca os céus.

Sem joelhos na terra,
Com terra nos joelhos.

O deslizamento.
Arrastou-se o som.

O monte dançou e gingou,
As placas tectônicas.

Desnorteando o trovão,
As axilas de Gaia.

Enquanto o rio apenas rugia,
A alma sacudia na virilha de Deus.
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