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quinta-feira, 23 de maio de 2013

NÍOBE, NÃO DURMO

Níobe, não durmo.
Morcegos se inquietam na noite.
Estão sobre meus ombros.

Nessa rua qualquer em que te vejo,
A mascar um naco de riso de crianças
De suas crianças
Que os filhos de Leto afugentaram
Para bem distante.

Contudo tua alma ouve as sete meninas
Que dizem boa noite talvez para teu retrato,
Todavia tua alma ouve os sete meninos
Que choram na noitinha por ti.
Tua alma não me ouve,
O Universo não o quer.
O destino: estes morcegos nos ombros.
Rolei a rocha e estou cansado.

Estou à beira desse morro em que sonhas.
Há o frio
Há o frio cortante
Em teu útero aberto também.
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