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terça-feira, 28 de maio de 2013

MEU MITO DE ATAR-TE (ESTILO OU....FIM)

Para melhor matar-me (me-atar-te)
Travei batalhas com vocábulos escuros.
Não te rias, minha ovelha-negra.
Eles eram fortes, duros como pedras.

Vocábulos escuros são fortes de mentira,
Mas as mentiras arredondam.

Quando se mostraram, eu - créu.
Olha a ponta de meu verbo raso

em teu umbigo fundo.
Tu não lembras, ninfa? 
Me traíste em todas as idades. 
E dei-te mágoas, espantos,
enquanto melava-me 
os abstratos olhos míopes
com os teus filamentos de traíra.
Não crês? Eu também não.
Mas está aqui. Escrito agora. 
Como se tivesse acontecido.
Escrito na minha pele, 
herança da pele de meus pais 
e avós e outros antes deles, 
alguns com busto de bronze
ou pele de lobisomem.
....E na época das ondas amarelas? 
Era teu escravo, falso eunuco,
e para deleitar Netuno, 
que feriras em teu muco, 
me renegaste as idéias.
Lembras agora? Esforça-te.
Comeste todas as idéias 
das bibliotecas rubras 
do meu oceano de dentro
Não - Pacífico.
Trago de lá a este tempo 
as atlânticas lágrimas 
e o vulcão de auroras 
que me deixaste fora
nas bordas do amor.
Entendo-te o sonho, o medo. 
Não, verdadeiramente 
entendo teus pesadelos.
Por isso, aposto, demente,
No lado interno da pista.
Por isso, só por isso,
te dou 100.000 palavras 
de vantagem. Não crês?
Escreve, mas em boa escrita, 
pois trago no eu olímpico 
milhões de poéticas malditas
que nunca chegam a um estilo.
Ou fim.

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