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sexta-feira, 3 de maio de 2013

POEMA DE CARNE DIVIDIDA

Não escrevo só pra minha vida.
Nem só pra sua nem pra de ninguém.
Eu escrevo sim para as muitas almas
Que Grande Pessoa disse que o ser tem.

Guardo no poema coisas que não vêm
E que, quando chegam, estão derretidas
Por um não-querer, não-chegar, não ter,
Coisas de mil almas, no ser divididas.

Como posso dar-te uma definição
Se dá-me o poema a carne dividida?
Se a cada hora dou contradição?

As minhas verdades adrede fingidas
Existem no ser como condição
De chegar ao cerne da (in)sincera vida.
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