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segunda-feira, 3 de junho de 2013

VILAS ARDENTES

Jogaram um bebê no lixo.

Uma mãe chora no vento

Que envelhece folhas.

Se ela tivesse batido nele com flores,

Com fervor, a relação teria perfume

Até ele soltar as raízes e morrer.

Dois seres se declaram nas chamas.

Um homem e uma mulher se encolhem.

São mendigos, dizem: mendigos.

Dois atletas empatam, as peles quentes.

Uma vila arde pescadores em Cubatão.

Pensando e não-sendo, há agressores.

Penso na esperança ardendo um bocado.

O amor existe e não se cansa

Na Vila Esperança, sob a canção dos fogos.
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