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sábado, 29 de junho de 2013

PARADOXO DO SER

Como em mim parar, se estou ao vento?
Como procurar, se nem me achei?
No galho caído, mil promessas
Dão-me incertezas: o que sei?

Como me sentar, se nem cheguei?
Como conceber, sem nascimento?
Como acordar, se adormeci?
Como em ti ser bolo sem fermento?

Como florescer da dor, cãozinho
Que na alma inteira faz pipi?
Como do amor fugir correndo
Se ele é mais veloz e põe-me em ti?
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