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domingo, 2 de junho de 2013

BALAÇO NA PELE DO TEMPO

A lua é sempre a mesma.

Há três cães com uma metralhadora

no pescoço de Cérbero

que dormia no beco perto da ponte,

onde um jovem foi confundido
com um ladrão vermelho,

um jovem estudante de odonto.

Não há surpresas.

Círculos dantescos na pele do tempo

que é voraz com a carne dos valores.

Não quer disfarçar nada.

Furoato de mometasona.

Está lá até que não esteja.

Chá de carobinha.

A lua está lá. Vê todos os crimes.

Mas não pode sair de onde está.

Problemas de pele. Crateras.

Como é bela. Bela bela.

Suas ínguas não são aparentes.

Merece um sonho. Mas não testemunha um.

Pedaços de corpos de planetas.

Um belo sonho para a lua.

Um cinturão de asteroides.

Chutado pela Máfia Estelar.

Pela lua dos lobos transparentes.

Uma chuva de objetos voadores

No supermercado sideral.

Aberto o gás das estrelas.

Um jovem suspira no metrô pronto a pular.

Uma estação espacial tem trens?

Roubar um brilho de cometa.

Para escurecer a vida sugada pelo buraco negro.

Basta uma vez para o som do sonho.

Tudo que tenho me basta. Mas os crimes continuam.

Não faço nada. Por vezes, dôo um celular.

Mas é preciso um tambor de projéteis.

Nas pistolas não há mais tambor.

A lua me enluarou.
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