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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

LAMA NO FÍGADO


Com coisinhas simples
O acaso borda
esta poesia.
Um canto de pássaro,
uma folha outoniça,
uma ave-maria
num canto espalhada,
um sonho amarrado
de esperança antiga,
um sorriso curto
em velha canção,
uma dança solta
na memória leve,
um abraço velho
ao pé da infância,
um canário belga
desenhado em livro,
um violão quebrado,
um nome pausado,
um chopp entornado,
uma dor no cenho
de arrogância e rede
e um sol que abriu
quando me falaram
que morreu um mar
de lama no fígado.

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