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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AMIZADE

Pudesse eu desviá-lo de suas dores,
lhe desviaria com a visão 

daquela que ali vai,
pois bem sei do poder 

das mulheres sobre nós.
No caminho, Léo irmão,

você foi parando
( pra gozar a dor?),
Ou acaso esperava 

parar o tempo?
Quando contou 

do caso do seu parente,
eu vi você

com a compaixão no ouvido direito.
Você recomeçou a andar várias vezes,
vi seu espírito, não notei seu corpo.
Você fez um gesto delicado, 

sem querer. No Ceará, tem disso não
(hoje tem muito em todo espaço,
bobeou, te passam mãos).
Eu fiz uma piada de mal gosto,

cortando uma asa do tempo,
enquanto o Anjo das Letras
futucava uma ideia erótica.

Quando pisou o ônibus, senti que ficou
um pedaço. Mas logo o pegou.
Tenha mais cuidado
ou não tenha, que perder

também é forma de ganhar.

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