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sábado, 2 de novembro de 2013

QUEM SOU EU PRA FALAR DO POETA CONTEMPORÂNEO

- Lá a igrejinha do poeta contemporâneo, 

ágora de seus pares.

- Bem os noto daqui deste solo de escarro e vidro.

- Sempre existiu a obra contemporânea.

- Com tempo a rã das obras.

Então Zé-Que-És disse:

-Vamos no Bar Sécu-Linfindo?

-Estou mal - disse Léo.

- É logo ali...

-Ah, aqui.


- Aqui parece o...

Raspei num degrau. Ninguém viu.

-A grande literatura é apenas um pote-linguagem significativo com bastante ser dentro.

Jogando siverbuca, Ninguém falou:

-Qual o sentido da dor no nada que embola nesta mesa verde?

O signo deu um tapinha na bunda da garçonete Ahnos. Porém, perdeu os ovos.


Entrou correndo um mulato saído de um romance de Azevedo.

- Ei, calma! - E leu na face do mulato o ideograma chinês: desenho de um poema sísmico. Aos poucos todos foram saindo do....Sempre teve muito homem lá.

Mas a garçonete Ahnos Sonha valia por todas as musas.

Assim, suas frases recriavam em flutuação :

-"Seu sorriso concorre com o arco-íris!".

No outro lado do lápis, Alguém vomitou um mar de letras, disse:

-Sig(n)emos então, vós e eu,
Enquanto há luz e esperança estendida
Na desesperança infame de outros corpos,
Prestes a voar, testando o tédio,
Através das inexistentes ondas no óleo,
Noites envoltas nas águas poluídas,
Ao lado de medos definitivos

Em moradas inchadas de nada:
Corpos que se alongam como sonhos,
Mas de noite eterna.
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