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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

UM CARA COMO FUI ACABARÁ COMO SOU


Um dia a mendiga
que se enche de plásticos
fez plástica no nariz
aquele que ela assoa
como um chafariz
teve um tempo foi bonita
e um cara como eu fui
olhava-a sem coragem
de tirá-la pra dançar

Há anos a mendiga
que se enche de plásticos
andava tão elegante
com sapatos tão finos
que um cara como eu fui
achava que era a lua
sua face de ilusão
e sonhava e sonhava
ser a noite que a abraçava

Um dia a mendiga
que se enche de plásticos
dará lugar a uma outra
e um cara como eu fui acabará
como eu sou
louvando as coisas diluídas
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