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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

POESIA COM FOME DE ESTREMECER

Por mim, eu acenderia vulcões com pontas de gelo.
Por mim, bordaria penumbras nas galáxias.
Por mim, inverteria o magnetismo dos mitos.
Por mim, navegaria o infinito com fome de fins.
Por mim, falaria chinês com dentes de pólvora.
Por mim, aprenderia o agudo que estremece os cães dos mortos deuses e deusas.
Seria, por mim, até terra para o adubo dos amores de ontem.
Mas por ti, meu Deus, por ti, por tua pessoinha de pele de pêssego e kiwi.....
Por ti, só por ti, nasceria a partir da morte de tudo o que ainda vai existir a partir do orgasmo dos faunos abandonados.
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