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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A ILUSÃO DE TECER-TE

Na cidade que é você
Escalo prédios concretos,
Crânios oferto pras deusas
Nos altares sem porquês

Na cidade que é você
Corroem a cal molduras,
De espanto tecem figuras
Oxidadas de ver

De mistérios fazem torres
Por sobre as bocas de lobo,
Na cidade que é você
Curvas alagam qual rios

Sobem altos casarios,
Esquinas dobram metais
Que aos meus dons imantizam
Na cidade que é você

Embalam tremores morros,
Pontes descambam de vez,
Engenheiros suicidam
Por balançarem você

Pra cidade que é você,
Sei, meus sonhos são pequenos,
E o tempo é curto, cobrindo
A ilusão de a tecer
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