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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

NO LIMITE

A rosa que levanto
dos ranhentos roseirais

A rosa que levanto
do que vejo nos quebrantos

A rosa que levanto
olhando os mendigos tantos

A rosa que levanto
ao desfolhar espelhos

A rosa que levanto
da memória em vermelho

A rosa que levanto
dos espinhos que acoberto

A rosa que cubro de aço
como espada que desfio
enquanto abro o compasso
no limite que me crio
é a rosa que alimento com meus passos
de água e papel
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