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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

TEMPO AO LADO

Os cabelos
sobre os ombros

o poema espalha-os
na nuca dos segundos

o cheiro dela educa
e assanha

o nariz súbito
bebe água ela

e um pouco molha a boca
entre as pernas

e reza o amor o sonho
enquanto passa o trem

enquanto latem carros
acendem

os olhos da tarde
que se acaba nela

no ponto os cabelos
alongam anseio e sedução

e o poeta não é notado
por isso o poema a lava

a faz mais bela
que o tempo ao lado
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