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sábado, 15 de fevereiro de 2014

ARMADILHA

02h48. 
Prossigo.
Sou apenas mais um.
A corrente se liberta do meu ferrugem mas ainda prossigo.
As rodas vão, independentes de padres e miguéis.
Porque o poema precisa que a rocha prossiga.
E eu penso nas vozes antigas, nas atuais e nas que ainda não chegaram.
Uma cadela desespera com papilomas na boca.
Já urinou na calçada. Homens correm atrás dela.
Cada qual com um porrete feito de crânio imprestável.
Fiz uma armadilha para eles.
02h49.
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