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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CHEIRO DE COSTELA

Meus pais me entregaram 
crenças prontas, 
quando eu engatinhava
arrastando as raízes. 
Foi primeiro um brinquedinho 
que me deram na Igreja.
Massinha misógina.
Nasceu comigo apenas 
o receptáculo de medo e espanto.
Meu: o único dever 
de cultivar o medo e a culpa 
como a um tiranossauro rex 
de estimação.
Mas meus pais e amigos 
e inimigos 
veneravam o Vaso do Jordão
de Idéias Líquidas e Confortáveis.
Da mulher
o cheiro ainda é de costela
na cozinha dos valores.
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