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sábado, 15 de fevereiro de 2014

NO AGUDO DA AMIZADE

Não fui o que fez coisas maiores
do que as que fez meu pai Condor.
Não sou sequer o arremedo
das fortes mãos no motor.
Quebrei muitos espelhos
sem sequer ligar às imagens
que caiam das molduras.
Era novo, sangue em mel,
Como um saci-melaço.
Me preocupei com a bondade
de minha mãe católica.
As sombras rodeiam os bons.
Não perdoei os traidores
Pelas pedradas na testa.
Muitas vezes fiquei só
Com o barro de deuses na cabeça.
Não fiquei sem escrever um minuto
Por receio dos campos se fecharem.
Sempre fui um preguiçoso numa rede
De onde saí poucas vezes para passear
No agudo da amizade sem paredes.
O que é um amigo?
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