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sábado, 22 de março de 2014

AO REAL DEVASSA

Quando o nariz do anseio em feromônios
Sangrando o palco vem, sacro e pagão...

Chega em asas que ao real devassa, ele,
Disposto a sangrar de amor a ação...

A canção se ouvindo assim qual ave,

Por baixo de desejos inconfessáveis...

Que não haja espelho, pouco se lhe dá,
É forte e couraçado em sua imagem.

O que ele entreabre - sua flor - nas pétalas acirra
Enleios que eternizam a posse do corpo da angústia.

O amor, assim, bate no espelho, selvagem;
Depois, à mesa, educado, adoça voragens.
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