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segunda-feira, 24 de março de 2014

ZOBRE ZOMENS ZEN ZÉREBRO

Como Sakineh Mohammadi Ashtiani,
de 43 anos, mãe de dois filhos,

uma outra aguarda 
o momento de ser enterrada
até o pescoço e apedrejada.
Condenada pelo artigo 83
do Código Penal do Irã,
que prescreve 

a lapidação por adultério,
Sakineh, da etnia azeri, 

confessou,
sob chicotadas convincentes

- e como elas são só de as pensarmos -
ter mantido relações ilícitas.
Das cem chicotadas preconizadas,
99 por "senso (des)humanitário" do juiz.


Juiz humano. Juiz de fé(zes).

Juiz com pinto imp(l)intado nos neurônios.

Uma outra espera generosidade igual.

Oh, que lugar arrasável!
Todo construído 
sobre ossos de mulheres!
Ossos nas paredes 
nos tetos dos zomens
zen cérebros.
Não são homens, zão?

Um crédulo amigo me disse:
De cem em cem anos 

almas de homens iranianos 
nos Estados Unidos nascem.
São grandes estadistas 

e dizimadores de povos 
e guias de dólar às nações.

Homens enterrados têm as mãos livres.
Mulheres têm terra até o pescoço.
Dizem que onde mulheres 

são enterradas, louco,
deusas cantam, invisíveis.

Um dia a mão que apedreja fará carícias em Cérbero.
A mão que esconde a pedra não pertence a um cão.
Ainda bem para o bem dos cães com cérebro.
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