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segunda-feira, 14 de abril de 2014

DANÇANTE O ASFALTO

Atravessa a avenida.
Susto. Tropeça. Pressa.
Tremem os óculos escuros.
Risos no som de seus gestos
clarificam o asfalto e suas flores.
Seu vento doce não atrapalha
os átomos do sangue à volta.

Ontem ela se distraiu
e bronzeou de beleza
as faces do asfalto.
Guardei na memória,
por isso atropelo agora os olhos
e digo "ação!" para o recomeço:

A lua reluz o sol de novo
na alquimia do ouro interno,
de novo o asfalto em flor 
dançante ao flautim nas nuvens.
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