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segunda-feira, 21 de abril de 2014

SELVAS GRÁVIDAS

Não há barris de carvalho.
Nem sequer de tábua velha.
Nesta festa de enxovalho.

Não há os de dentes falhos.
Só há os egos azedos
De torturados pensares.


Suas noivas de buquês
Banham-se na idade branca.
Entram cheiros no nariz.

Com tez barroca fala um sujeito.
E eu só acredito no bem-mal.
Amanhã, crerei no mal do bem.

Por que me convidaram pra essa mesa?
Fazem mil poses, e eu também faço.
E me invejo da companhia. Pode?

Acabo declamando Pound em fôrma,
Depois de ser servido com levedo
E com leveza de sábio natureba.

Por serem partidários...do que?
Ouvem coisas bárbaras, simples.
Falam putarias, amistosos.

Fazem filhos nas selvas.

Dá uma certa paz ver selvas grávidas.
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