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domingo, 13 de abril de 2014

CAZZO KONG

Olha só que projeção
faço pra ti, sem cinema.
Olha só que poema, sim?
Ele nasceu porque o vento
trouxe de ti o perfume
ao meu ser, um macaquinho,
que o cheirou, ficou gigante,
assim, foi se transformando,
me tornando King-Kong
pronto a proteger Ann Darrow,
uma atriz de vaudeville..
Não, eu sei que não és ela.

Sei que você é você.
Posso te falar do filme?
Ouça-me! Vai entender!
Cinegrafista em fracasso...
Você já assistiu então?
Por que não me disse? Cazzo!
Eu vi com Jessica Lange...
E você? Viu com Naomi?
Ou você viu King Kong
do ano de 33,
com a atriz de nome Fay?
Não, não é nome feio.
Você não vai responder?
Você está me entendendo?
Até aqui, pelo menos?
Sou muito pretensioso,
de ilusão não pequena.
Você quer mais me entender?
Eu também quero, sou sígnico.
Quando me entender um pouco,
deixo de bater pinico...
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