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segunda-feira, 14 de abril de 2014

EMBORA DE NADA

Tudo estava escuro.
As águas paradas 

no oceano.
Os ventos dormiam 

entre as montanhas.
A luz ainda 

estava amarrada 
à grande rocha.
Os carros esperavam 

o abrir do sinal.
As mães aguardavam 

o momento de chorar partidas.
Executivos manipulavam 

as estatísticas e julgavam.
Baleias ainda descansavam 

encostadas às ilhas,
Mas com os dias contados.

Até que a alma clareou, 

embora de nada adiantasse
ao livro que encalhava
na banca do Ivo e
por isso
ia criando uma síndrome
do pânico..
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