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terça-feira, 15 de abril de 2014

TEM NEM SEMPRE COMO O DIABO

Tem uma parcela de mim 
que é pequena
e vive de espelho 

pendurado no poema

...nem sempre.

E essa parcela 

mínima
quer o bem estar 

geral

...nem sempre.

Tem esse caquinho de mim que tem fome
não só fome mas sede
não só sede mas vontade
de criar fogos de papel e tinta

...nem sempre.

Tem esse fragmentinho
desejo de ser rochedo
de erosão gradual
indo aos poucos até o final

...nem sempre.

Uma parcela de mim
gosta de café com leite
e bolim 

confeitado

...nem sempre.

Uma parte admira
pessoas que alcançam sucesso
filmes que terminam bem
e amigos que cospem

...nem sempre.

Tem essa região minúscula
coragem pra qualquer disputa
embora lhe faltem músculos
e não lhe faltem desculpas

...nem sempre.

Tem esse caco de mim
esperança de escrever in abstratu 

a palavra ipê, jacatirão, de tal modo 
que todos entendam in concretu

...nem sempre.

Nem sempre 

me faço inteiro
juntando sons 

sem dinheiro

...meu estoque de..........acabou.
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