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segunda-feira, 26 de maio de 2014

BEBI DIVERSOS LUARES

Verdade de poeta
é coisa séria,
por um lado.

Por outro,
também apronta cascas de banana
para escorregões.

Um poeta quer um livro;
outro, um jazigo,
outro rasga traumas,
outro almas (eu gosto).

Verdade que bebi os olhos do verso,
há muito tempo atrás,
numa grande área de barro,
e fiquei a partir daí
diverso do que eu fora,
buscando um poema-paisagem.


Bebi os olhos do primeiro verso
nas revistas de quadrinhos
- primeiro Fantasma,
depois Os Sobrinhos...
do Donald e do Capitão Mac.
Quando veio Mãe Preta
já tinha topado no meio do caminho
com uma parede de luar.


Verdade que jamais serei ponto final
.
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