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domingo, 4 de maio de 2014

LUZES DOIDAS DENTRO (à esposa)


Em teu jeito, Céu de Neve,

Deixo imberbes ramalhetes


De meu poema de verbo atlético

Surge o barco de pau-brasil e afeto


 

Em meu oceano de coisas pra te dizer

Há águas de lirismo e espumas de dor


Por tua lua, esposa, faço poemas de peles de lobo

Sei, por minhas falhas de pedra, que pequei


Bato nas pedras com lençóis de mel e luz

Bato nas pedras com semínimas de astros


Por você quero ter poemas aos mil

E significar e ressignificar-me


Recheado de neve cada verso perfura maçãs

E claras ânsias tenho entre teus braços


Tens olhares a que dou sentidos metafísicos

E nos quais me banho de luzes doidas dentro
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