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quarta-feira, 21 de maio de 2014

SONETO DE CHUVA FALASTRONA

Olho para cima. A chuva fala.
E é serelepe como uma criança.
Quer limpar corrupções e fala
E vai penetrando as reentrâncias.

Fuzila telhados com metralhas.
Olho para cima. Sentado no tédio.
A praça cheia. Odes. Epicédios.  
Cervejas derramam-se pelas falhas.

Penso no seu xibiu de letras.  
Com o peso que lhes dão canetas
Em ansiedades indefesas.

E a chuva continua, continua,
Nem aí....puro desejo, desejo,
A foder raios de lua, lua, lua.

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