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quinta-feira, 12 de junho de 2014

ÓPIO DO TEMPO

Aos poucos, cessa o tic-tac e
O real escurece:

Dependurado, o tempo,
Fato, feto em plasma. Sangras?

Onde sairão as fotos
Que tua vida consumiu?

Na página, arriscam
Sarcasmos a teu ralo defunto?

Por teu vivido preconceito
Desnivelam manchetes.

Fotógrafos aspiram fotos tuas
Como ópio de ampulhetas.

Que fazer, se teu rosto morto
Serve a manipulações?
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