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terça-feira, 16 de junho de 2015

DA BONDADE

Somos bondosos?
Há quem diga que a bondade é natural.
Até os maldosos.
Os maldosos exercem sua bondade com fúria.
Olhamos o próximo.
Se o olhar desvia, desviamos nossa bondade.
Como os pardais e pombas.
Sujam sem saber que estão sendo bondosos.
A bondade dos pássaros aos auxiliares de limpeza.
Graças aos pássaros eles limpam.
A morte é bondosa. Não avisa. Chega simplesmente.
A vida é bondosa. Não avisa. É-nos dada simplesmente.
Não querem ser bons com o magoado, o medroso, o inseguro.
Querem ser bons com os seus.
A bondade atravessa o mar.
A bondade trepa em caravelas.
A bondade penteia as algas excitadas.
A bondade nas rochas.
Estilhaçada. Para se recompor mais adiante.
O olhar imaturo dos que não sabem ser bons.
Não sendo bons, não sabem ser maus.
Mas há maldade no excesso de bondade.
Como há bondade no excesso de maldade.
A mulher e o homem crucificados no excesso de convicções.
Precisam de algo para ser bons de modo verdadeiro.
Precisam de equilíbrio.
A bondade chega e senta à mesa.
Quem pode lhe servir?
Só acha nas casas a maldade.
Quando a bondade chega a maldade já senta nos olhos, se servindo das almas da casa.
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