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segunda-feira, 29 de junho de 2015

ENGATADO NO VAZIO

Nunca disse que faria bom ou ruim.
Só admiti que talvez na noite
eu plante gatos em cada verso magro.
A noite é boa para os absurdos.
Para minha casa não voar
amarro-a no pensamento de um pássaro.
Quando sonho, vivo de verdade
todos os anseios desmazelados.
Tenho uma orquestra de mosquitos,
pago-os com o sangue das dez horas.
Com meu ronco, alimento a mudez do criado-mudo.
Meus olhos são pequenos para as órbitas não fugirem.
Meus sonhos existirão, a preceder essências?
Daqui há pouco, durmo engatado no vazio.
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