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terça-feira, 30 de junho de 2015

FIZ CAFÉ E FOI BOM

Fiz café e vi que foi bom.

Fiz meu mundo e gostei.

Cortei a fatia do pensar com que acordei.

Sentei na cadeira de um rei que morr(eu).

Compreendi que não há restos desaproveitáveis.

Vasculhei a memória naquele canto empoeirado.

Encontrei um cavalinho preto de plástico.

Alimentava-o com comidas de besteiras jogadas.

Dessendentava-o com água abestalhada.

Blasfemava plasticamente.

Plastificava-o mas ele não morria.

Meu pai me fez um brinquedo de madeira.

Um triciclista.

Durou muito aquele menino ao triciclo.

Não tinha nome.

Eu só gostava daquele brinquedo

Como de um grande amigo.

Um grande melhor amigo.


Tomei o café e cutuquei

Um caroço desamigável de mosquito.
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