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quinta-feira, 23 de julho de 2015

FUGIR PRA TUA PELE


Fugir pra tua pele.
Abre-me tua derme.
Abre-me.
Em mim, há só o mito de mim.
Sou selvagem como um carro envenenado.
Lá adiante há uma casa.
Na frente, há uma praça.
E a graça de amar a culpa senta no banco.

Querida, a morte pode vir
Amanhã de manhã depois,

com permanente?

Quero fugir pra tua pele.
Morar lá. Depois da f.
Devo passar pela.
Em mim, só há o mito de mim.
Perto de nós, um sonho foi esmurrado.
Não conseguimos salvar essa vítima.
Já nascemos culpados, querida.
Já nascemos culpados. Esmurramos.

Querida, a morte não pode vir,
Virá?
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