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sábado, 26 de dezembro de 2015

MORDENDO O MAXIXE

Mexe o corpo, minha gente,


Que isso lembra o maxixe.

Lundu, polca, habanera,

São avós deste sambuíche.


Canta lá, trovão,

Vê se fala manso!

Cê tá sem noção,

Grande manipanço?


Em todo samba e lambada,

O maxixe é relembrado,

Calorosos nos meneios,

No jogo do rebolado.


Mas te amo, veja.

Se te faço inveja,

Faça assim também,

E me ame ou nem!


Cupido foi bem criado,

Por entre abelhas cresceu,

Mas tropeçou no maxixe,

Sua alma enlouqueceu.


Por isso, essa dança

Arrocha no eu,

Parafuso e rosca,

No claro e no breu.
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