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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

ANDAR MOLENGO

Hoje só me quero os olhos 
como sol duplo
hoje só me permito universos
com o olhar 
dilemas a aplacar poemas de extensos finais aplicar cantos que ofendam centrais lençóis hoje só somente hoje consigo hoje é meu objetivo remar no placar de cantos malditos de amor a explicar inexplicáveis fontes bocas olhos como barcos emplacar o transitivo amor no que ressona e fere hoje e é hoje metástase do que nos sobra resta focar o que replica sem metafísica plaqueta do que nos sangrae zera sem meandros aplacar os ais no azul de ausente crânio hoje enfim me quereria calmo sem ventos sem pensares seguindo infinitamente uma caravel(h)a que sou de nada andar de mamulengo mole/duro para o absoluto palco mínimo do acordar com dentes por escovar e hálito necessário
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