A palavra é insuficiente para o ser diante de cada dia que se apresenta amarrado com fitas de sangue. Cada dia uma ilusão-menininha com laços de hemoglobina, cujo pai-sonho trabalha por 24 horas, de laços no relógio de ponto pra ir no parque gastar na roda gigante comer pipoca e cair da montanha russa mas com palavras insuficientes pra dizer o quanto se ama, pra dizer o quanto se odeia, pra escrever outras humanidades de ilusão, presa em babéis que se alteiam nas notícias das guerras dos homens, de número insuficiente pra separar o joio do trigo, pra transformar água em vinho para a de ilusão laços de hemoglobina. As palavras gastas como dinheiro nos comícios nas esquinas nos patíbulos bibliotecas bares igrejas câmaras tribunais, insuficientes são até para a lápide da ilusória canção que aqui não nasce .
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA