Queimo com água vazia falas cheias que estranham meus ouvidos. Esculpo num mármore de silêncio. Tenho medos que deslizam por lousas tumulares. E o desejo se acumula em selva aberta por dentro. Sou apenas um como os demais: cavalo. Quatro patas, mil poemas em cada unha, crina Na alma peluda, mil desesperos em cada pelo, Hipomorfo, ungulado, boa velocidade Para escapar de predadores-editores.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA