Quantos há reis-de-si-mesmos? Diz-me, pessoa boa, ruim, à-toa. Quantos vão nas bibliotecas? Quantos usam linguagens que criam? Quantos em êxtase chegam no abismo? Ninguém aceita o anjo urinando pós-modernos cristais. O tamanho da alma é mais importante. Uma alma ereta não é brochante. Há uma conversa doida no bar do cotidiano onde as portas batem com estrondo demasiado e ao canto um braço estica jogando egos na cesta. Quem? Tento ser novo mas as asas batem nas fogueiras como cigarro no sofá antigo e o buraco se abre e tudo se dá como sempre se deu no rio da minha aldeia que só olho de passagem como o fio de mercúrio da Estireno que lambeu de passagem o dentro de um peixe que foi comido por um colega de serviço que morreu por dentro e por fora ganhando passagem só de ida para além do rio do esquecimento (será que o barqueiro da morte se aposentou?). Minha aldeota cultural é industrial e linda e tem um rio colorido em cada artéria.
BLOG PAIXÃO PASÁRGADA, ONDE UM DISCÍPULO DE HOMERO E TÉSPIS OFICIA